Mundo Crítico n.º 13 promoveu debate sobre a informalidade e as economias da vida

A ACEP promoveu o lançamento da 13.ª edição da Mundo Crítico – Revista de Desenvolvimento e Cooperação, dedicada à informalidade e à(s) economia(s) da vida. O encontro decorreu na Sala Novo Banco, no ISEG, em Lisboa, e constituiu mais um momento de reflexão e diálogo em torno de temas centrais para a cooperação internacional e os estudos do desenvolvimento.

À semelhança das edições anteriores, o lançamento da revista foi acompanhado por um debate que prolongou a “conversa imperfeita” iniciada nas páginas desta edição. A sessão contou com a participação de Carmeliza Rosário, investigadora da Universidade de Bergen e da Kaleidoscopio, em Moçambique, e de Matteo Rizzo, da SOAS University of London, autores do diálogo publicado na revista.

A partir de diferentes perspetivas disciplinares, nomeadamente da economia política, da antropologia e do feminismo, os investigadores discutiram as múltiplas dimensões da economia informal, questionando se esta deve ser entendida como um problema, uma solução ou uma realidade que exige análises mais complexas e contextualizadas. A conversa destacou ainda a forma como a informalidade se cruza com desafios globais como a justiça económica e as desigualdades de género, sublinhando a necessidade de abordar estas dimensões de forma integrada.

O debate evidenciou que a informalidade constitui uma componente estrutural das economias e dos modos de vida em muitos contextos, assumindo formas diversas e respondendo a desafios relacionados com o emprego, a proteção social, as desigualdades e a organização económica. Foi igualmente salientado que a construção de políticas públicas mais justas exige compreender as interligações entre os sistemas económicos, sociais e ambientais, reconhecendo os diferentes atores e práticas que sustentam as economias da vida.

A sessão proporcionou ainda um espaço de diálogo entre os convidados e o público presente, reforçando o objetivo da Mundo Crítico de promover a reflexão crítica, o cruzamento de saberes e o debate em torno dos desafios contemporâneos do desenvolvimento e da cooperação.

A iniciativa foi promovida pela ACEP, em parceria com o CEsA/ISEG, com cofinanciamento do Camões, I.P. e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Esta iniciativa foi cofinanciada pela União Europeia. O seu conteúdo é da exclusiva responsabilidade de ACEP e não reflete necessariamente a posição da União Europeia.